
Introdução: O comprometimento dos gânglios é o principal fator prognóstico no câncer de mama. Geralmente, pacientes mastectomizadas são submetidas a linfadenectomia (LA) de gânglios linfáticos sentinelas de micrometástases (GLSs), apesar da evidência do estudo AMAROS em certos casos para substituí-la por radioterapia. Objetivo: Demonstrar a importância da ultrassonografia na detecção de GLSs não metastáticos ou micrometástase. Materiais e métodos: Foram avaliadas 132 pacientes submetidas à mastectomia. A biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) ultrassônica foi recomendada para gânglios linfáticos suspeitos. A biópsia LA e a biópsia do GLSs (BGLS) foram realizadas em pacientes com BAAF positivo e negativo, respectivamente. Nos casos positivos de BAAF ou BGLS, a LA foi realizada, exceto na presença de células tumorais isoladas e GLSs. A carga tumoral após a LA foi avaliada em pacientes com BAAF negativa e BGLS positiva. A presença de dois ou menos GLS positivos foi considerada carga baixa. Resultados: A sensibilidade do BAAF para detectar linfonodos positivos em pacientes com alta carga tumoral foi de 93%; a especificidade foi de 79%. Valores preditivos positivos (60%) e negativos (79%). Conclusões: a LA poderia ter sido evitada em 90% das pacientes mastectomizadas com BAAF negativa e baixa carga tumoral que preencheram os critérios